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Os países em desenvolvimento, em particular, precisam se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas. A adaptação e a mitigação são esforços que devem ser empregados em conjunto. Para isso, recomenda o secretário-executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima (UNFCCC), Yvo De Bôer, é preciso disponibilizar mais recursos para as adaptações necessárias, além do auxílio financeiro já prometido a essas nações para que consigam reduzir a pobreza e atingir as metas de desenvolvimento do milênio.
De qualquer modo, ele sublinha que está claro que os países industrializados devem continuar na liderança do que se refere às reduções de emissões, seguindo o princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada. Mas destaca que a ação dos ricos, se isolada, será insuficiente para reduzir os danos já instalados e que tornam ainda mais vulneráveis as nações mais pobres.
De Bôer, acredita que nas próximas duas semanas os representantes dos 180 países que participam da conferência de Bali sobre mudanças climáticas consigam costurar um novo acordo que ofereça oportunidades para disseminar e acelerar a transferência de tecnologias limpas e adaptações tecnológicas. Na visão do especialista, o crescente mercado de carbono já está pavimentando o caminho para a transição das economias não desenvolvidas para sistemas econômicos mais eficientes, que contemplem a redução das emissões de carbono com algum tipo de incentivo para as economias em desenvolvimento.
Ele acredita que as ações adotadas para conter as mudanças climáticas não devam representar uma ameaça ao desenvolvimento econômico. Ao contrário, avalia, incentivos devem ser oferecidos para encorajar as nações menos desenvolvidas a adotarem algumas medidas "verdes" e implementarem tecnologias limpas, o que ajudaria a minimizar emissões causadas pela derrubada de florestas, explica.
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