Amazônia pode perder 60% da vegetação até 2030


Um relatório da rede WWF divulgado nesta quinta-feira durante a Conferência do Clima em Bali, na Indonésia, mostra um cenário de tragédia para a Amazônia, a persistir o ritmo de desmatamento e queimadas. A combinação entre as mudanças climáticas e a derrubada de florestas pode representar o desaparecimento, até 2030, de 60% do que hoje é considerada a floresta Amazônica.

Segundo o trabalho, o desmatamento na Amazônia pode ser responsável pela emissão de 15 bilhões a 25 bilhões de toneladas de gás carbônico (CO2). Apenas como comparação, todo o esforço tecnológico adotado pelos países em desenvolvimento em 2.598 projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) prevê a redução de 4,1 bilhões de toneladas de CO2 até 2012. Ou seja, apenas um item poluidor do Brasil (embora seja o mais importante) anula o equivalente a cinco veses todos os trabalhos realizados até aqui dentro das normas do Protocolo de Kyoto.

O autor do relatório, o cientista Dan Nepstad, do Woods Hole Research Centre in Massachusetts, afirma que a Amazônia é essencial não apenas para esfriar a temperatura do planeta, mas também por ser uma grande fonte de água doce. Derrubada de florestas para plantio ou criação de gado e a retirada ilegal de madeira estão entre as principais causas da destruição das matas.

DiárioNet
Por Carlos Rangel


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